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Não há poema
Não há poema que valha o oboé oculto na voz desta cautelosa ave ribeirinha que vai monologando numa língua que os poetas desconhecem
- mas se obstinam em arremedar.
António Manuel Pires Cabral –Prémio D.Dinis-2006
(in Douro: Pizzicato e Chula, livros Cotovia, 2004)- envio Amelia Pais
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